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Data: 29/07/2010 - FONTE: BBC - Brasil
Autor de lista de usuários do Facebook diz que quis testar senhas

O autor de uma lista divulgada com dados pessoais de cerca de 100 milhões de usuários do site de relacionamentos Facebook afirmou que seu objetivo foi "coletar uma boa lista de nomes de pessoas que poderia ser usada para testes (de senhas)".
Ron Bowes é consultor de segurança cibernética e criou um pequeno programa para reunir informações não protegidas pelas configurações de privacidade dos usuários do Facebook.
A lista foi divulgada como um arquivo de download que se espalhou rapidamente pela rede mundial de computadores e contém a URL (endereço na internet) de todos os perfis do Facebook possíveis de serem buscados, além do nome e do nome de usuário.
Bowes afirmou à BBC que trabalhava como desenvolvedor de um programa para testar a segurança de sistemas na internet, o Ncrack, da empresa Nmap Security Scanner.
"Ele foi feito para testar os sistemas de senhas de organizações usando ataques a força bruta. Em outras palavras, adivinhando combinações para todos os nomes de usuário e senhas."

Nomes mais comuns

A partir da análise dos dados baixados do Facebook e filtrando as informações por inicial e sobrenome dos usuários, Bowes também descobriu os nomes mais comuns do mundo virtual.
Segundo ele, os três nomes de usuário mais comuns são jsmith, ssmith e skhan.
Em tese, seria possível para pesquisadores combinarem estes nomes com a lista das senhas mais comuns para testar a segurança de sites.
A mesma técnica, no entanto, pode ser usada por pessoas mal-intencionadas para invadir contas pessoais.
Bowes afirmou que divulgou a lista por achar que ela "seria de interesse da comunidade".

'Configurações confusas'

O consultor disse ainda que o seu "ataque ético" mostra como os padrões de segurança do Facebook deveriam ser melhorados.
Ele diz acreditar que os usuários do site não compreendem bem seus controles de privacidade, que seriam muito confusos.
Para Bowes, tudo o que ele fez foi compilar informações públicas, embora agora, mesmo que os usuários mudem as suas configurações de privacidade para esconder todas as informações, seus dados continuarão disponíveis na lista criada pelo consultor.
Simon Davies, da empresa Privacy International disse à BBC que a questão agora trata da reputação do Facebook.
"Eles podem continuar a correr riscos e torcer para nada cataclísmico acontecer. Mas eu diria que o Facebook tem uma responsabilidade especial de fazer mais que o estritamente necessário."

Facebook

Bowles recolheu apenas informações que os usuários já haviam tornado públicas, não incluindo detalhes como endereço de email, números de telefone ou endereço postal.
A lista se espalhou rapidamente pela internet, sendo baixada em sites de compartilharmento de arquivos.
Em um comunicado, o Facebook disse à BBC que a informação divulgada já era pública.
"Informações que as pessoas já haviam concordado em tornar públicas foram reunidas por um único pesquisador e já existem em sites como Google, Bing e outros mecanismos de busca, além do Facebook", diz o comunicado.
"Nenhuma informação privada se tornou disponível ou foi comprometida", completa.



Data: 29/07/2010 - FONTE: Ilana Rehavia - BBC - Brasil
Namoro virtual moderno

Uma nova tendência que apareceu em Nova York parece estar unindo o mundo dos encontros virtuais ao jeito analógico de se namorar.

Segundo uma reportagem publicada no jornal The New York Times, sites como o Cheek'd e o FlipMe! dão aos seus usuários cartões de visita que podem ser entregues para potenciais paqueras avistadas em bares, restaurantes, ou até mesmo andando pela rua.
Nos cartões, além do contato do usuário no site, estão escritas frases como "Olhe para cima. Você pode estar perdendo algo", "Estou te paquerando", "Sou bem mais legal que sua namorada(o)".
A ideia inverte um pouco a ordem comum do namoro pela internet. Geralmente a história é assim: você descobre alguém interessante no site, troca alguns emails e, se o papo engatar, marca de encontrar pessoalmente.
Com os novos sites, é possível checar alguém na "vida real" - o que acaba com o risco de a pessoa não corresponder exatamente à foto de seu perfil - conversar pela internet e voltar e se encontrar pessoalmente.
Outra tendência inovando o mundo dos encontros na internet é a de aplicativos para telefones celulares que usam sistemas de GPS para mostrar potenciais paqueras a uma caminhada de distância.
Ao invés de passar dias na internet tentando marcar uma saída, o casal pode se encontrar em cinco minutos em um café da redondeza.
Achei tudo isso bem interessante. E vocês? Alguém aí tem histórias de encontros virtuais que deram certo - ou completamente errado?



Data: 29/07/2010 - FONTE: Mirella Nascimento Do G1, em São Paulo
Computadores aprendem a entender 'sentimentos' de tweets em português

Se às vezes é difícil para você entender o que seus amigos querem dizer com algumas mensagens no Twitter, imagine para um computador, acostumado com outro tipo de linguagem.
Um pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) trabalha em um projeto que, entre outras aplicações de inteligência artificial, busca facilitar a comunicação entre máquinas e humanos usando mensagens publicadas no serviço de microblog.
Mestrando em mineração de dados no Centro de Informática da UFPE, Marcel Pinheiro Caraciolo, de 25 anos, se uniu a outros estudantes e empresários para desenvolver um programa que processa linguagem natural (as línguas faladas pelos humanos, como inglês e português) para entender sentimentos em tweets sobre determinados assuntos. Nos testes feitos até agora, o programa apresentou nível de acerto de 80% nas classificações de mensagens como positivas, negativas ou neutras, segundo Caraciolo. O processo é chamado de análise de sentimento.
Um dos maiores desafios para quem trabalha com linguagens de computadores é fazer com que as máquinas entendam a linguagem humana. Nesse universo, o Twitter aparece como mais um meio para tentar melhorar o processo. “O Twitter tem sido usado para entender o comportamento do usuário. A tendência é que a ferramenta seja inserida na conversa usuário-máquina. Com as pesquisas de linguagem natural, no futuro, em vez de precisar que o computador tenha comandos pré-programados, ele vai poder compreender a língua falada pelo usuário”, disse Caraciolo em entrevista ao G1.
Ferramentas como a que o mestrando pretende analisar como estudo de caso em um artigo científico ainda neste ano são relativamente comuns em inglês. O diferencial do trabalho é justamente a adaptação das análises para o português. A diferença, ele explica, está no “treinamento” de algoritmos para que entendam palavras, estruturas e padrões de frases no idioma.
“As bases de dados normalmente são em inglês, então tivemos de construir nossa própria base. A análise sintática das frases em português é diferente. Tem a questão dos acentos, o plural, a conjugação de verbos. Os algoritmos são ‘treinados’ para entender essa base de dados. Existem técnicas de processamento de linguagem natural em português para que os algoritmos sejam adaptados”, explica.
Em cada pesquisa, a base de dados “treinada” é diferente. “Algumas palavras são as mesmas para esse tipo de pesquisa, como ‘gosto’, ‘bonito’, ‘ruim’, mesmo que os assuntos sejam política, livros, cinema. Mas, em cada contexto, existem outras que podem ser usadas. ‘Ele é ladrão’, por exemplo, é uma expressão ruim usada em mensagens sobre políticos, por exemplo".
Sócio-pesquisador da empresa de monitoramento de redes sociais Eleitorando, Caraciolo e seus colegas pretendem lançar a ferramenta em breve, para fazer pesquisas sobre candidatos durante a campanha eleitoral.
“Como a base de acertos já chegou a números satisfatórios, queremos oferecer essa ferramenta para as eleições”, contou. Até agora, também em função da pressa de lançar o programa como um produto, o desenvolvimento é fechado. “Como há interesse científico, deve ser aberto a colaborações”, disse.
Enquanto o artigo do mestrando não é publicado, Caraciolo escreveu sobre um post sobre o assunto em seu blog sobre inteligência artificial, explicando o processo da análise de sentimento com o exemplo de uma pesquisa com comentários sobre o filme “Eclipse”. "Inteligência artificial no Brasil ainda é meio bicho de sete cabeças. Decidi publicar essas informações na internet para tornar o assunto um pouco mais divulgado”.



Data: 26/07/2010 - FONTE: Adnews
Positivo Informática registra crescimento de 21,8%

A Positivo Informática, maior fabricante de computadores do Brasil e líder no segmento de tecnologia educacional, registrou volume de 479,2 mil computadores vendidos no segundo trimestre de 2010 (2T10), novo recorde para um segundo trimestre, representando crescimentos de 8,3% e 12,6% em relação ao mesmo período de 2009 e ao primeiro trimestre de 2010 (1T10), respectivamente.
No acumulado do ano, as vendas atingiram 905 mil unidades, o que corresponde a um avanço de 18,2% sobre o volume do primeiro semestre de 2009 (1S09).
O destaque foi o segmento de governo, para o qual foram vendidos 128,1 mil computadores no 2T10, maior volume trimestral já registrado na história da companhia neste segmento, com crescimentos de 41,3% e 17,5% em relação ao segundo trimestre de 2009 (2T09) e ao 1T10, respectivamente.
Esse volume foi registrado, principalmente, devido às entregas para um projeto do Ministério da Educação, as quais devem continuar até o fim do terceiro trimestre deste ano. A estimativa é que sejam entregues para o mercado de governo mais de 350 mil PCs ainda neste ano, volume que já representa 140% das vendas para o segmento em 2009.
No mercado de varejo, principal canal de vendas da companhia, foram comercializados 335 mil computadores, novo recorde neste segmento para um segundo trimestre, com crescimento de 12,1% em relação ao 1T10.
Para os próximos períodos, as perspectivas para o mercado de varejo são bastante promissoras. Segundo a última projeção para 2010, revisada pela IDC, o mercado de varejo brasileiro deve registrar crescimento de 20,9% em relação a 2009, e a taxa de crescimento anual composta projetada entre 2010 e 2014 é de 16,2%. Essas projeções reafirmam a perspectiva de que o varejo será o motor do crescimento do mercado brasileiro de PCs nos próximos anos, segmento no qual a Positivo Informática é líder há 22 trimestres consecutivos.
No 2T10, a receita bruta foi de R$ 675,4 milhões, crescimento de 14,0% na comparação anual, enquanto que, no acumulado do ano, totalizou R$ 1,292 bilhão, 21,8% maior do que a registrada no mesmo período de 2009. A receita líquida totalizou R$ 591,5 milhões no 2T10, crescimento de 14,6% em relação ao 2T09, acompanhando a mesma tendência apresentada na receita bruta. No 1S10, a receita líquida registrou R$ 1,123 bilhão, crescimento de 21,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
Os dados de volume e receitas do segundo trimestre, divulgados nesta data, são preliminares, não auditados e poderão sofrer alterações. A íntegra desses resultados será divulgada no dia 13 de agosto, sexta-feira, após o fechamento do mercado.



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